5 caras, 6 minutos, uma música!!!

Nesse domingão acordei cedo meio num clima de pré-viagem, telefone tocando, últimos corres pra fazer, um monte de coisas pra carregar.  O Alex me busca, nós dois pegamos o Bernis, e vamos buscar o Manga, e pronto nós quatro no carro, e o Felipex ficou de encontrar com a gente lá.  “Esqueci o pedal na casa da Lele”, volta, espera, faz piada, e a gente quase conseguiu chegar na hora. Enfim depois de algumas voltas chegamos ao 7 Produções, local onde escolhemos eternizar nossos farrapos sonoros. Uma pequena observação: nada do Felipex!

 

Entramos e começamos a montar os instrumentos. Testa timbre de caixa pra cá, testa pedal pra lá, microfona bateria, regula amplificador, e nada do Felipex. O Alex decide ligar para ele: Onde vc tá?  Tá! Fica ai que eu vou te buscar.

Chega o Felipex com uma cara de cachorrinho abandonado!

Alex passando as letras, Bernis testando o pedal, eu tirando fotos, Felipex afinando, chiado nos microfones da bateria, o Manga tomando café, puxa cabo daqui, troca microfone de lá. Duas horas montando e passando som ,e finalmente, há uma hora da  tarde a gente começa a gravar.

Olhando o relato assim, nem parece que a gente ficou mega nervoso, demorou a dormir no dia anterior, nem passou horas pensando nessa tal gravação. Mas o importante é que depois de tanto planejamento, dezenas de ensaios, 3 anos de banda, nós fizemos, gravamos! E vai sair em vinil, num split Ep com uma banda foda,  O Cúmplice!

Segunda Feira do Livro Anarquista

Entre salas

Eu e o Alex passamos pelo portão de ferro e adentramos a casa colorida, na sala principal havia um circulo de pessoas, um homem falava sobre algo que não me lembro, era um sábado quente e o primeiro dia da feira do livro anarquista de Porto Alegre. Seguimos pelo corredor até uma ante sala que ficava entre o corredor da cozinha e a sala principal, havia poltronas, um toca discos e conversas fora da pauta de discussões, ali entre xs velhxs é novxs amigxs, pessoas espalhadas pelo mundo, rolava um clima suave num tempo lento, parecendo uma tarde de domingo.

Mesmo sendo esse um momento raro de encontro, tratávamos como uma banalidade,  jogamos umas tantas palavras fora, matávamos o tempo que não tínhamos, entre as risadas de sotaques diferentes eu pedi pra Aline contar a história de sua banda, a  No Rest. Ela contou das dificuldades no inicio dos anos 90, e com elxs ficaram em uma espécie limbo das cenas, como eram politizados demais pra cena metal, e o som metal demais para a cena punk. Foram até a Europa, trabalharam alguns meses, compraram um carro e saíram em tour fazendo um show por vez, sem saber onde tocariam depois. Me lembrei muito da galera do Abuso Sonoro e das história da tour na Argentina, senti saudades do Ruivo, da Elaine e do Luiz, é estranho sentir saudades de pessoas que vc conviveu pouco, mas mesmo assim eu sentia, sentia vontade de compartilhar aquela salinha apertada e aquela conversa à toa, sem maiores propósitos a não ser dividir nossas vidas.
*Esse texto faz parte de um zine que deve sair em fevereiro, sobre as andanças da gente. São pequenos fragmentos de memórias, da maneira como nos lembramos de cada história.

Segunda Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre

 Nos dias 11, 12, 13 e 14 de Novembro, acontecerá em Porto Alegre a tão esperada 2ª Feira do Livro Anarquista!

O evento, como no ano passado, será marcado por bate papos, oficinas, livros, zines, filmes, intervenções, contatos e amizades, enfim, vivências em geral que tanto contribuem para a nossa aproximação enquanto anarquistas.

A Feira acontece paralelamente à feira institucional do livro aqui da cidade. A idéia é aproveitar a atmosfera literária com o intuito de divulgar e aproximar mais pessoas das idéias anarquistas, apresentando o anarquismo como uma alternativa real ao capitalismo, suas crises e suas guerras.

Este ano também estará acontecendo, nas noites do evento, o Dissidência MuzikFesto, um festival com bandas de várias partes do brasil, e também bandas locais.

Convidamos todxs a virem à Feira; participando, fomentando afinidades, celebrando a resistência e a história de luta anarquista global!

Comissão de Organização da 2ª Feira do Livro Anarquista

Para mais infos, cheque flapoa.deriva.com.br
ou entre em contato através do endereço 2flapoa[a]libertar.se

Locais:
Livros e atividades ao ar livre: Travessa Venezianos das 14h até as 20h
Oficinas: Moinho Negro (Rua Marcilio Dias 1463 (veja no site oficinas e horários)
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2ª Feria del Libro Anarquista de Porto Alegre – Brasil

En los días 11, 12, 13 y 14 de noviembre, en Porto Alegre, la tan esperada 2ª Feria del Libro Anarquista!

El evento, al igual que el año pasado, estará marcada por charlas, talleres, libros, revistas, películas, palestras, contactos y amistades, por último, las experiencias, en general, que tanto contribuyen a nuestra aproximación como anarquistas.

La Feria se realiza paralelamente a la feria del libro institucional en la ciudad de Porto Alegre. La idea es disfrutar del ambiente literario con el fin de promover y traer más gente a las ideas anarquistas, con el anarquismo como una alternativa real al capitalismo, sus crisis y guerras.

Este año también estará en marcha, en la noche del evento, el “Dissidência MuzikFesto”, un festival con bandas de diferentes partes de Brasil, y también bandas locales.

Invitamos a todxs a venir a la Feria; participando, fomentando las afinidades, celebrando la resistencia y la historia de la lucha anarquista global!

Comission Organizadora de la 2ª Feria del Libro Anarquista

Para más informaciones, consulte: flapoa.deriva.com.br
o contacte en la dirección 2flapoa [a] libertar.se

ubicaciones:
Libros y actividades al aire libre: Travessa dos Venezianos 14h hasta las 20h
Talleres: “Moinho” Negro (Marcilio Dias Calle 1463 (véase el sitio web de talleres y horarios)
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2nd Porto Alegre Anarchist Book Fair – Brasil

From 11th to 14th of November will be happening the much expected 2nd Porto Alegre Anarchist Book Fair!

As in the last year, debates, workshops, books, zines, films, interventions, contacting and friendship, and all that contributes to narrow our bonds as anarchists will be taking place.

The event happens at the same time as the city’s institutional Book Fair. The point is to take the literature atmosphere as an opportunity to share and bring people closer to the anarchist ideas, presenting anarchism as an actual alternative to capitalism and it’s crises and wars.

This year we also count with the Dissidência Muzikfesto, a festival with a variety of local and other Brazilian bands.

We invite everybody to come and take part of it, fomenting affinities, celebrating the resistance and the global anarchist struggle’s history!

Anarchist Book Fair Collective
Check for more info flapoa.deriva.com.br
or write to 2flapoa[a]libertar.se
Venues:
Books and openair activities: Travessa Venezianos from 2pm to 8pm.
Workshops: Moinho Negro, Marcilio Dias St. 1463

“Você não pode ser neutro num trem em movimento.”

Estou chegando ao fim de minha pequena jornada conduzida pelo senhor Howard Zinn sobre sua vida, que se confunde quase que completamente com a esquerda e história da lutas nos estados unidos do século 2o. E nem um livro ou filme, documentário ou ficção, me emocionei de forma profunda, como nos relatos de Howard Zinn, por vezes discordei de suas concepções, mas por mais vezes chorei e solucei ouvindo seus relatos, e em inumeras um sorriso enorme e uma energia tremenda tomaram conta de mim. Seus relatos sobre as lutas pelos direitos civis e contra guerra do Vietnã são de um sinceridade e contundência que só pode ser mostrada por quem compartilha não só dos ideais de liberdade, mas também da experiência do front da luta social. Essa leitura me reacendeu sentimentos que haviam se apaziguado um pouco com o passar dos anos, os de um jovem odioso,  que tem desprezo pelas estruturas desse sistema, pelo tipo de vida que tentam nos vender como única opção. Mas por fim o que fica em mim dessa pequena viagem a lado de Zinn, é um sentimento comum a que todxs xs militantes da esquerda radical compartilham, a esperança, não só de mudar o mundo, mas de mudar o curso de nossas vidas.

“Em qualquer cidade, grande ou pequena, qualquer que fosse o estado, havia sempre um grupo de homens e mulheres que se importavam com os doentes, com os famintos, as vitimas do racismo, as baixas de guerra, e que estavam fazendo alguma coisa, não importa quão pequeno, na esperança de que o mundo mudasse.”

Todo os dias esse sistema tritura vidas, poluindo rios, derrubando florestas, escravizando pessoas e animais, nos fazendo sentir que não existem outras possibilidades a não ser seguir o fluxo das coisas. Existe um guerra nesse mundo, e todxs aquelxs que observam  apaticxs e imóveis já escolheram o seu lado, pois não tomar posição alguma, já é se posicionar “Você não pode ser neutro num trem em movimento.”

Links:

http://ldopa.com.br/?page_id=249

http://http://www.howardzinn.org/zinn/                                                     http://howardzinnemportugues.blogspot.com/

Obrigado, Coletivo “V”

Apesar do cansaço, foi o show perfeito pra terminar o role do Sin Orden pelo Centro-Oeste, num domingo de sol e ar seco, bom som, boa comida,  bons/boas amigxs.

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PUNX, NOT PROFIT! 3ª Edição